Segunda, 16 de Março de 2026
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Distúrbios do sono elevam demanda por polissonografia

Com 72% dos brasileiros afetados por transtornos do sono, a procura pelo exame de referência para diagnóstico registra filas de espera em diferente...

Por: JOELMA TEODORO Fonte: Agência Dino
12/01/2026 às 13h10 Atualizada em 12/01/2026 às 16h22
Distúrbios do sono elevam demanda por polissonografia
Imagem de Freepik

A privação de sono pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, demências, diabetes, transtornos metabólicos e comprometimento do sistema imunológico, de acordo com a Academia Brasileira do Sono (ABS). Segundo estudo da Fundação Oswaldo Cruz divulgado pelo Jornal da USP, cerca de 72% dos brasileiros sofrem com distúrbios do sono.

A polissonografia é o exame referência para diagnosticar distúrbios do sono. Um levantamento feito, em 2023, pelo portal de notícias g1, com dados das secretarias de saúde dos estados e do Distrito Federal, apontou que ao menos 12.584 brasileiros aguardavam para realizar o exame — número possivelmente subnotificado, já que 16 estados não forneceram os dados ou informaram não realizar o procedimento na rede estadual.

O Dr. Cristiano Augusto, médico, neurologista e especialista em medicina do sono no Instituto Medicina em Foco, afirma que nos últimos anos houve um crescimento expressivo na procura por polissonografia, especialmente em grandes centros como São Paulo.

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"Isso ocorre por três motivos principais. O impacto do estresse crônico urbano, que piora insônia, apneia e distúrbios do ritmo circadiano, a maior conscientização médica e do público sobre os riscos da apneia do sono, e o acesso ampliado à tecnologia diagnóstica", avalia o especialista.

O neurologista explica que a polissonografia permanece como o padrão-ouro — método mais confiável disponível — para diagnóstico dos distúrbios do sono, porque é o único exame capaz de avaliar simultaneamente respiração, atividade cerebral, oxigenação, esforço respiratório, movimentos, frequência cardíaca e arquitetura do sono.

"Enquanto outros testes são rastreadores, a polissonografia identifica nuances que mudam completamente o tratamento, como microdespertares, dessaturações silenciosas e distúrbios motores que muitas vezes passam despercebidos em avaliações mais simples", detalha o profissional.

Indicadores clínicos para encaminhamento imediato

Segundo o Dr. Cristiano Augusto, os sinais que exigem encaminhamento imediato para o exame são ronco alto com pausas respiratórias observadas, sonolência diurna incapacitante, hipertensão de difícil controle, arritmias, diabetes mal compensado, obesidade moderada a grave, cefaleias matinais persistentes, histórico de acidentes relacionados ao sono, crises convulsivas noturnas e distúrbios motores.

"A ausência de diagnóstico adequado é um dos maiores responsáveis pelo sub-registro epidemiológico no país. Muitos pacientes passam anos com sintomas que evoluem silenciosamente para quadros moderados ou graves, incluindo hipertensão resistente, arritmias, queda da performance cognitiva e aumento do risco metabólico. Quando a polissonografia não é realizada no momento certo, o impacto clínico e social é muito maior", ressalta o médico.

Correlação entre obesidade e apneia do sono

De acordo com o Dr. Cristiano Augusto, o excesso de peso é um dos principais determinantes da apneia obstrutiva do sono. Para ele, a relação é bidirecional: "a apneia piora o controle metabólico, favorece ganho de peso e reduz a disposição para atividades físicas, enquanto a obesidade agrava o colabamento da via aérea durante a noite".

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O impacto metabólico também é expressivo. De acordo com o especialista, a fragmentação crônica do sono aumenta o cortisol, resistência insulínica e inflamação sistêmica, acelerando a progressão para diabetes tipo 2, síndrome metabólica e hipertensão arterial.

O cirurgião bariátrico Dr. Rodrigo Barbosa, fundador do Instituto Medicina em Foco, reforça a importância dessa integração diagnóstica. "Grande parte dos pacientes com obesidade convive com apneia sem saber. Quando identificamos e tratamos os dois problemas em conjunto, o resultado clínico é muito mais rápido e consistente. Sono reparador e controle metabólico caminham lado a lado", afirma.

Ele reforça que, no Instituto Medicina em Foco, o atendimento conecta bariatria, distúrbios respiratórios e medicina do sono, permitindo diagnóstico ágil e abordagem interdisciplinar — desde ajustes clínicos e nutricionais até cirurgia metabólica quando indicada.

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Onde fazer polissonografia no Brasil: locais mais procurados pelos pacientes

A polissonografia é um exame fundamental para diagnosticar distúrbios do sono, como apneia, insônia, ronco intenso e alterações do ritmo do sono. No Brasil, esse exame pode ser realizado em diferentes tipos de instituições, desde clínicas especializadas até hospitais de referência. Conhecer os locais mais comuns ajuda o paciente a buscar atendimento com mais segurança e rapidez.

De forma geral, a polissonografia pode ser encontrada em:

👉Clínicas especializadas em medicina do sono
São os locais mais indicados, pois contam com equipes treinadas, equipamentos adequados e médicos especializados em distúrbios do sono, como neurologistas e pneumologistas.

👉Hospitais públicos e privados de grande porte
Hospitais universitários e redes hospitalares conhecidas costumam oferecer o exame, especialmente para pacientes encaminhados por especialistas. No entanto, a fila de espera pode ser maior.

👉Laboratórios de diagnóstico e centros de imagem
Algumas redes de exames já incluem a polissonografia no portfólio, geralmente com encaminhamento médico prévio.

👉Clínicas conveniadas a planos de saúde
Muitos convênios cobrem o exame, desde que haja indicação médica, o que amplia o acesso em diferentes regiões do país.


Polissonografia em São Paulo: referência em diagnóstico do sono

Para quem busca polissonografia em São Paulo e quer saber onde fazer o exame, o Instituto Medicina em Foco estruturou um serviço especializado voltado ao diagnóstico rápido e preciso dos distúrbios do sono. O exame pode ser realizado com agenda contínua, equipe profissional capacitada e laudos emitidos por especialistas em neurologia, geriatria e gastrocirurgia.

O modelo de atendimento funciona em formato de circuito integrado: o paciente passa por avaliação clínica, realiza a polissonografia e recebe uma orientação inicial logo após o exame. Segundo o especialista Rodrigo, essa abordagem reduz o tempo entre a suspeita clínica, o diagnóstico e o início do tratamento — um ponto essencial para evitar a progressão de problemas como apneia do sono, insônia e alterações do ritmo circadiano.

O Dr. Cristiano Augusto reforça a importância dessa agilidade no diagnóstico.
“Hoje, grande parte dos casos de apneia do sono ainda não é diagnosticada. Oferecer exame, laudo e acompanhamento em um mesmo fluxo ajuda a romper esse ciclo e devolve ao paciente mais energia, recuperação adequada e um sono realmente reparador”, explica.

Para mais informações, basta acessar: emfoco.med.br/

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