
Se você usa cartão de crédito no dia a dia, este assunto é sério.
A Lei nº 14.690/2023, sancionada durante o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trouxe mudanças importantes nas regras do crédito rotativo e dos juros do cartão — e em 2026 seus efeitos continuam impactando milhões de brasileiros.
O objetivo da lei foi claro: reduzir o superendividamento e limitar abusos no crédito rotativo, uma das modalidades mais caras do Brasil.
Mas o que realmente mudou? E como isso afeta quem passa o cartão todo mês?
Vamos entender com clareza.
A Lei 14.690/2023 alterou regras relacionadas ao:
Crédito rotativo do cartão
Parcelamento de fatura
Limite de juros acumulados
Regras de transparência nas operações
O ponto mais importante:
Ou seja:
Se você entrou no rotativo devendo R$ 1.000
A dívida não pode ultrapassar R$ 2.000 no total (incluindo juros e encargos).
Antes da lei, não havia esse teto claro. Muitas pessoas viam a dívida multiplicar 3x, 4x ou mais.
O rotativo acontece quando você:
Não paga o valor total da fatura
Paga apenas o mínimo
Nesse caso, o restante entra automaticamente no rotativo, com juros altíssimos.
Mesmo após medidas do Banco Central do Brasil, o cartão ainda está entre as linhas de crédito mais caras do país.
A lei não acabou com os juros.
Ela limitou o crescimento infinito da dívida.
Isso é proteção. Mas não é solução mágica.
A lei criou um limite.
Mas:
✔️ O banco continua cobrando juros
✔️ O parcelamento da fatura ainda tem taxas elevadas
✔️ O uso irresponsável continua gerando endividamento
Ou seja:
A lei protege do descontrole extremo, mas não substitui educação financeira.
Leia também:👉💲 mentalidade financeira.
O Brasil tem milhões de pessoas que:
Vivem de salário em salário
Dependem do cartão para fechar o mês
Usam o mínimo como “alívio”
Para quem já está apertado, a lei traz um freio importante.
Mas ela também traz uma mensagem indireta:
Se você depende do rotativo, seu orçamento já está desequilibrado.
E isso conecta com outros conteúdos seus como:
Mentalidade financeira
Trabalha e não sobra
Reserva de emergência
Tudo faz parte do mesmo ciclo.
Se você usa cartão, faça isso:
Se não conseguir pagar total, tente negociar antes do vencimento.
Às vezes o empréstimo tem juros menores.
Cartão não é aumento salarial.
Mesmo que seja R$ 5 por semana.
Reserva não nasce grande. Ela nasce hábito.
Leia mais sobre o uso do cartão de crédito:👇💹
👉Cuidado ao parcelar no Cartão de Crédito
👉Cartão de crédito pode ser o vilão??
👉Transforme seu Cartão em uma máquina de lucro
Não totalmente.
Ela evita explosões absurdas de juros.
Mas o problema estrutural ainda é:
Baixa renda
Falta de organização
Uso emocional do crédito
Cultura de consumo imediato
A lei é proteção jurídica.
Mas saúde financeira é construção pessoal.
A Lei 14.690/2023 é, sim, um avanço importante.
Ela impede que dívidas de cartão cresçam indefinidamente e dá mais previsibilidade ao consumidor.
Mas em 2026 a verdade continua a mesma:
Quem usa rotativo com frequência está vivendo acima do que ganha — mesmo que involuntariamente.
O cartão pode ser ferramenta.
Ou pode ser armadilha.
A diferença está no uso.
Não. Ela limitou o valor total da dívida no rotativo, mas os juros continuam existindo.
Sim. A dívida total no rotativo não pode ultrapassar o dobro do valor original.
Pode cobrar juros e encargos, desde que respeite o limite estabelecido.
Sim, a regra é nacional e se aplica às instituições financeiras reguladas.
Depende da taxa. Em alguns casos pode ser menos prejudicial que o rotativo, mas ainda assim exige cautela.
Ela vale para operações realizadas dentro do período de vigência. Casos anteriores dependem do contrato.